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MURAL

Ícones
do
Coxiponés

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Gabriel Papazian

Gabriel Papazian foi um jornalista e crítico de cinema brasileiro, conhecido por sua atuação na imprensa e sua contribuição para a cultura mato-grossense. Ele trabalhou em diversos jornais, incluindo a Folha de S. Paulo, e representou publicações de circulação nacional em Cuiabá. Além disso, foi editor-plantonista e assessor de imprensa na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). 

Gabriel Papazian teve um impacto significativo na cultura cinematográfica brasileira, especialmente em Mato Grosso. Ele foi um dos fundadores do Cineclube Coxiponés, criado em 1977 junto com a professora Therezinha de Jesus Arruda. O cineclube se tornou um dos mais antigos do Brasil e continua ativo até hoje, promovendo a difusão do cinema e do audiovisual. 

O Cineclube Coxiponés desempenha um papel essencial na preservação da memória audiovisual regional, brasileira e latino-americana. Ele realiza exibições semanais de filmes que dificilmente entram no circuito comercial, além de promover debates, oficinas e seminários sobre cinema. Um dos eventos mais importantes organizados pelo Cineclube é a Mostra de Audiovisual Universitário e Independente da América Latina (MAUAL), que há mais de 20 anos serve como vitrine para produções audiovisuais universitárias e independentes. 

 

Além disso, Papazian ajudou a fortalecer o movimento cineclubista no Brasil, incentivando a formação de públicos e o acesso democrático ao cinema. Seu legado continua vivo por meio das atividades do Cineclube Coxiponés e das iniciativas de preservação audiovisual que ele ajudou a consolidar. 

Ele também era filho do renomado fotógrafo armênio Lázaro Papazian, conhecido como Chau, e ajudou a preservar seu acervo fotográfico e filmográfico, um dos mais completos registros da Cuiabá do século XX. Gabriel Papazian faleceu em 24 de julho de 2019, aos 73 anos.

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Marília Beatriz 

Filha do advogado Gervásio Leite, Marília Beatriz de Figueiredo Leite nasceu no ano de 1941, na cidade do Rio de Janeiro. Foi uma das professoras fundadoras da Universidade federal do Mato Grosso, e também atuou como a primeira coordenadora de cultura da UFMT.  Professora, poetisa e escritora, ocupou, assim como seu pai, a cadeira de número 2 na Academia Mato-grossense de Letras, onde também atuou como presidente da Academia. 

Marília Beatriz é uma figura de destaque na história do Cineclube Coxiponés, especialmente por sua atuação que ajudou a moldar e dinamizar o espaço. Sua jornada nos corredores do cineclubismo teve início em 1979, quando, ao lado de dois entusiastas universitários (Epaminondas de Carvalho Filho e Clóvis Rezende Matos), ela se uniu ao movimento promovido pelos fundadores –  a professora Therezinha de Jesus Arruda e o jornalista Gabriel Papazian – para fortalecer o debate cultural e oferecer à comunidade estudantil um espaço de reflexão e resgate da memória audiovisual. 

 

Com sua energia e experiência, Marília Beatriz desempenhou um papel crucial em aproximar o Cineclube da comunidade acadêmica, incentivando não apenas a exibição de filmes, mas também a promoção de debates e oficinas que exploravam diferentes linguagens e perspectivas do audiovisual. Essa atuação ajudou o Cineclube Coxiponés a se transformar em um verdadeiro laboratório cultural, contribuindo para a formação de um público crítico e engajado – um movimento fundamental para o fortalecimento do cineclubismo regional, especialmente em um período marcado por desafios políticos e culturais. 

Além disso, o relato da sua experiência e das memórias construídas ao longo dos anos ficou registrado em documentários, como no curta intitulado "Doc Cineclube Coxiponés UFMT - 40 anos de Cineclubismo", onde Marília Beatriz compartilha histórias e momentos marcantes dessa trajetória. Essas narrativas não só preservam o legado do cineclubismo na UFMT, mas também servem de inspiração para novas gerações que buscam no cinema uma forma de expressão e transformação social. 

Mesmo após seu falecimento em julho de 2020 o compromisso de Marília Beatriz com o Cineclube Coxiponés permanece como um exemplo inspirador de como a dedicação ao cinema pode fomentar o pensamento crítico, a união da comunidade acadêmica, a formação de públicos e a preservação da cultura audiovisual.

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Therezinha Arruda

Therezinha de Jesus Arruda foi uma referência indiscutível no cenário cultural e educacional de Mato Grosso. Professora, escritora e ativista, ela dedicou grande parte de sua vida à promoção da história e da cultura da região, contribuindo para a formação de inúmeras gerações por meio do ensino e da pesquisa. Seu compromisso com a preservação da memória histórica a levou a fundar e idealizar importantes instituições na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), como o Departamento de História, o Núcleo de Documentação e Informação Histórica Regional (NDIHR) e também a fortalecer o legado cultural por meio de espaços como o Museu de Arte e Cultura Popular (MACP) e o Cineclube Coxiponés. 

Sua atuação não se restringiu à sala de aula ou à gestão cultural nas instituições acadêmicas. Therezinha foi também uma importante divulgadora da cultura cuiabana e dos saberes autóctones, defendendo a valorização das tradições locais e promovendo a integração entre as diversas manifestações culturais. Através de projetos inovadores — como a proposta de transformar regiões urbanas em museus a céu aberto —, ela buscava tornar a cultura acessível e presente no cotidiano da população, incentivando o resgate das raízes e a participação ativa da comunidade na construção da identidade regional. 

Além disso, Therezinha também deixou sua marca como autora e tradutora. Ela escreveu o livro "América e os Guardiões das Culturas Autóctones", que reúne suas experiências e reflexões sobre as culturas indígenas e as tradições populares. Seu trabalho como tradutora, incluindo a tradução de obras do jornal cubano Granma e de textos de importantes personalidades como José Martí, ampliou o alcance de seu olhar crítico e sensível sobre as culturas e a política, conectando as realidades locais a contextos internacionais. 

O legado de Therezinha Arruda vai muito além dos títulos e instituições que ajudou a criar. Ele está presente no reconhecimento da importância da memória cultural e no incessante incentivo à educação e à discussão pública sobre a identidade de Mato Grosso. Sua trajetória serve de inspiração para educadores, artistas e gestores culturais, evidenciando que o compromisso com a cultura é um instrumento poderoso para a transformação social e para a preservação das raízes de um povo. 

Therezinha Arruda foi uma figura fundamental na consolidação do Cineclube Coxiponés, tendo contribuído de maneira decisiva para que esse espaço se tornasse um dos mais antigos e influentes do cineclubismo no Brasil. Ao lado do jornalista Gabriel Papazian, ela ajudou a fundar o cineclube em 21 de janeiro de 1977, criando um ambiente que transcendeu a simples exibição de filmes e se converteu em um laboratório cultural de debates, pesquisas e ensino audiovisual. 

Therezinha deu seu toque especial ao incentivar atividades que iam desde oficinas e cursos até seminários, o que possibilitou que o Cineclube Coxiponés se consolidasse como um espaço democrático de acesso ao cinema autoral e independente. Essa visão inovadora ajudou a transformar o cineclubismo em uma prática educativa e de preservação cultural, ampliando o alcance e a relevância do cinema na cena cultural mato-grossense. 

Além disso, o legado de Therezinha se estendeu para outras iniciativas culturais na UFMT e na região, fortalecendo a memória audiovisual e a promoção de projetos que celebram as tradições locais. Sua parceria com Papazian não só criou um canal singular de difusão do cinema, mas também fomentou o desenvolvimento de eventos importantes, como a Mostra de Audiovisual Universitário e Independente da América Latina (MAUAL), que continua a incentivar produções audiovisuais universitárias e independentes. Falecendo em 20 de agosto de 2021, Therezinha deixa seu legado e sua história como inspiração para muitos.  

Referência: https://novo.ufmt.br/pro-reitoria/procev/pagina/cineclube-interna-1688049668/11456

CINECLUBE COXIPONÉS - PROCEV - UFMT

AV. EDGAR VIEIRA, S/N, BOA ESPERANÇA
(Ao lado da Caixa Econômica Federal)

cinecoxipones@gmail.com
(65) 3615 8349

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